Muitas são as práticas e os movimentos culturais a serem
analisados neste bolg, começaremos por uma prática tradicional realizada em vários
países principalmente da África e da Ásia, é a chamada Mutilação Genital
Feminina (MGF).
A Mutilação Genital Feminina consiste na amputação do clitóris
da mulher e até mesmo dos lábios vaginais, costurando o que restou da genitária.
Isto faz com que a mulher não sinta prazer no ato sexual. Esta prática é
rejeitada pela civilização ocidental, pois é considerada um forma inaceitável e
ilegal da modificação do corpo infligida àqueles que são demasiado novos ou
inconscientes para tomar uma escolha informada.
Nada menos que 97% das egípcias entre 15 e 47 anos sofreram mutilação genital. Na África, são 92,5 milhões de mulheres acima dos 10 anos que tiveram o clitóris ou também os pequenos lábios ou mais os grandes lábios extirpados por uma faca, sem anestesia.
Essa prática é considerada, por algumas populações, como um rito religioso – especialmente no Egito e em Uganda. Apesar de não haver consenso sobre a base religiosa reivindicada pelos praticantes o preceito seria baseado em interpretações do Corão, da Sharia (lei islâmica) e do Haddith (compilações de ditos do profeta Maomé, fundador da religião muçulmana), embora tenha sua origem em costumes tribais pré-islâmicos.
Algumas razões são apontadas para a realização da MGF:
assegurar a castidade da mulher, assegurar a preservação da virgindade até ao
casamento, por razões de higiene, estéticas ou de saúde, também se pensa que
uma mulher não circuncidada não será capaz de dar à luz, ou que o contato com o
clitóris é fatal ao bebê, e ainda, que melhora a fertilidade da mulher. Tais “razões”
caem por terra à medida que, após a prática, estima-se que, nas regiões onde hà
escassez de antibióticos, um terço das meninas morra imediatamente e 100 mil
adolescentes morram a cada ano por complicações de parto associadas à mutilação.
A mutilação feminia traz dores horripilantes e prejudica a fertilidade.
Um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que bebês nascidos de mães
circuncidadas têm um risco até 55% maior de morrer imediatamente após o parto.
A Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada em
Setembro de 1990, considera-a
um ato de tortura
e abuso sexual.
O que pensar sobre uma prática tão bárbara?

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